De Johanesburgo (África do Sul), especial para o copanaafrica2010.com
Marco Rodriguez é um dos 2 árbitros mexicanos na Copa do Mundo de futebol e 2010. Entre os torcedores do México, Marco não é reconhecido com um dos melhores do país, ao contrário de Benito Archundia, também presente na África do Sul.
Até o momento, já são duas as partidas apitadas por Rodriguez. Em ambas, válidas pela fase de grupos da Copa, algum jogador saiu expulso. Em ambas, de maneira contestável.
Quando Alemanha e Austrália se enfrentaram em Durban, no dia 13 de junho, o australiano Tim Cahill foi o expulso, por falta em Bastian Schweinsteiger. O próprio alemão saiu em defesa do jogador do Everton, e disse que a decisão do árbitro foi muito severa.
Já em Pretoria, no dia 25, a vez foi Marco Estrada. No lance do segundo gol espanhol, o volante chileno tropeçou nos pés de Fernando Torres, que caiu, sem que o gol espanhol fosse evitado. Novamente, o árbitro abusou do rigor.
Outros árbitros do país, mais respeitados entre os mexicanos, ficaram de fora da Copa, mas têm suas presenças defendidas. Casos de Maurício Morales e de Joaquín Arellano Nieves, este escolhido o melhor do México em 2009.
Nesta Copa do Mundo repleta de lances polêmicos, o que mais preocupa é que Marco Rodriguez continua na lista dos 19 árbitros que ficam à disposição da FIFA para os últimos oito jogos da competição. Isso porque outros árbitros, como Jorge Larrionda e Roberto Rosseti, envolvidos em lances polêmicos estão fora da lista.
O uruguaio e o italiano cometeram erros cruciais, mas nada comparável ao que o mexicano tem feito nessa Copa. O futebol é hoje esporte muito veloz, e os árbitros estão sujeitos a não conseguir acompanhar um lance de impedimento ou uma bola que entra e sai do gol. O gol argentino não-anulado por Rosseti, bem como o gol de Lampard não anotado por Larrionda qualificam-se como erro humano.
Já os cartões vermelhos distribuídos por Rodriguez à esmo demonstram erro de juízo do árbitro e despreparo para comandar partidas do calibre de uma Copa do Mundo.
A FIFA deveria preocupar-se menos com erros humanos e que só serão evitados com ajuda extra, de tecnologia ou de mais assistentes, e mais com a escolha dos árbitros de suas competições.