Especial: Copa no Chile – 1962 – Parte IV

Publicado em: 02/05/2010 por Felippe Rodrigues

Garrincha - Copa de 1962

A Final da Copa de 1962

Local: Estádio Nacional, Santiago

Data: 17 de junho de 1962

Espectadores: 69.000, aproximadamente.

Árbitro: Nicolai Latychev (URSS)

Jogo: Brasil x Tchecoslováquia

Escalações:

Brasil: Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos, Zito, Didi e Zagallo, Garrincha, Vavá e Amarildo.

(Técnico: Aymoré Moreira)

Tchecoslováquia: Schorjf, Tichy, Pluskal, Popluhar e Novak, Masopust e Pospichal, Scherer, Kvasnak, Kadraba e Kelinek.

(Técnico: Rudolf Vytacil)

Gols: Masopust (TCH) 15min, Amarildo (BRA) 17min do 1°  tempo; Zito (BRA) 24min e Vavá 33min do 2° tempo.

Placar Final: Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia

A Jogo

Garrincha foi fundamental para o bi-campeonato brasileiro no Chile. E já se cansou de dizer que o melhor ponta-direita de todos os tempos fez, 1962, o melhor que alguma vez se viu um jogador fazer na história das Copas.

Na final do Mundial, o Brasil enfrentaria novamente a Tchecoslváquia, adversária do segundo jogo do Grupo 3. O time dos Balcãs era o único que a seleção canarinho não havia derrotado.

O Estadio Nacional, em Santiago, no entanto, foi o palco da demonstração de superioridade do futebol brasileiro naquela Copa do Mundo.

Estádio Nacional de Santiago

Com Pelé assistindo a partida das tribunas, as esperanças recaíram sobre Garrincha, grande estrela brasileira na competição. Mas quem abriu o placar naquele dia foi a Tchecoslováquia.

O extraordinário Masopust, meia de velocidade e técnica privilegiadas, aproveitou-se de vacilo na marcação, invadiu a área e tocou por baixo do goleiro Gilmar.

O Brasil não se abalou, confiante do seu futebol e decidido a vencer a partida. Amarildo, o Possesso, precisou de apenas 2 minutos para deixar sua marca e igualar o placar.

No segundo tempo, Zito e Vavá fizeram os gols da anunciada vitória brasileira. Sem sombra de dúvidas, o título ficava com a melhor seleção do campeonato.

Vejam, abaixo, os gols:

Fatos e Curiosidades:

Masopust, o craque da seleção tchecoslovaca, seria eleito o Bola de Ouro em 1962. Não fosse Garrincha, ele seria certamente o melhor da Copa do Chile e, possivelmente, teria voltado para casa com o título.

Mauro, zagueiro brasileiro, ganhou o apelido “Marta Rocha”, a famosa miss Brasil, pelo futebol bonito e elegante que jogava.

Os jornalistas brasileiros que viajaram ao Chile para cobrir a Copa obrigavam-se entre si a usarem as mesmas roupas da vitória inaugural, contra o México. Aqueles que mudassem de roupa eram impedidos pelos outros de entrar na Tribuna de Imprensa.

O Mundial de 1962 foi o último em que se viu troca de países pelos jogadores. A partir de 1966, não seria mais permitido que um jogador disputasse jogos por mais de uma seleção nacional.

A Copa do Chile, nesse ponto, foi emblemática. Os craques Puskas e Di Stéfano trocaram seus países pela Fúria Espanhola. Santamaria, que defendera o Uruguai na Suécia, também vestiu as cores da Espanha no mundial chileno. Já Mazola, atacante brasileiro em 1958, trocou-nos pela Azzurra e transformou-se em Altafini. O artilheiro consagraria-se vestindo a camisa do Milan.

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4 Comentários - “Especial: Copa no Chile – 1962 – Parte IV”

  1. riquele rocha disse:

    o site e otimo mas so faltou o mascote do chile na copa de 1962

  2. Felippe Rodrigues disse:

    Cara Riquele,

    Agradecemos imensamente seus elogios e esperamos que retorne sempre para nos acompanhar.

    Quanto ao mascote, a Copa do Mundo de 1962 não teve mascote. E nem nenhuma das anteriores. O primeiro mascote em Copas surgiria em 1966, justamente a seguinte, na Inglaterra, e seria o simpático leão Willie.

  3. Luana disse:

    Parabéns ao site, tudo explicadinho nos mínimos detalhes. Tudo o que preciso! Obrigada, Luana.

  4. Márcia regina de Paula disse:

    Boa Tarde:

    Necessito da seguinte informação, com quem Brasil jogou no dia 06 ou 07/06/1962 ,nesta copa?
    Essa informação me seira muito útil.

    Agradeço desde já pela atenção,

    Márcia.

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