Al Qaeda ameaça, porém não preocupa
Publicado em: 11/04/2010 por Júlia Caldeira
Ameaças terroristas à África do Sul foram divulgadas na última quinta-feira (8) pela rede de tv americana CBS. Os americanos reproduziram um artigo publicado pela revista islâmica Mushtaqun Lel Jannah, no qual um suposto membro da rede terrorista Al-Qaeda insinou a possibilidade de ataques durante os jogos do mundial. A ameaça, porém, não preocupa a FIFA e nem o ministro da Polícia sul-africano, Nathi Mthethwa.
O artigo islâmico relata a possibilidade de um ataque ao jogo da primeira fase entre Estados Unidos e Inglaterra. As seleções de língua inglesa farão a primeira partida do grupo C dia 12 de junho no Estádio Royal Bafokeng, em Rustenburgo. “Pense em como seria incrível se, durante uma partida entre Estados Unidos e Grã Bretanha, transmitida para todo o mundo e com muitos torcedores, uma explosão ecoa, o estádio vira de ponta-cabeça e o número de corpos é contado em dezenas e milhares”, diz o texto cujo autor, na própria revista, não se diz membro da Al Qaeda, contrariando a atribuição do artigo a rede feita pela CBS.
Para Nathi Mthethwa a ameça não tem fundamentos, mas disse que a polícia sul-africana está atenta ao caso. “Relatos que surgiram na imprensa sugerindo ameaças não tem credibilidade. Mas não podemos ignorá-los”, afirmou o ministro.
A Fifa também não se mostrou intimidada pela ameaça. “Não é porque recebemos uma ameaça que se vai deixar de disputar o Mundial na África do Sul ou em qualquer outro país”, declarou Jerome Valcke, secretário-geral da entidade durante a cerimônia de divulgação do modelo de ingresso a ser utilizado na copa. Valcke também ressaltou as medidas de segurança que estão sendo tomadas: “Estamos trabalhando com essa ameaça em nível ministerial e com as agências de segurança de todo o mundo para garantir que nada aconteça na África do Sul. Mantemos contato não apenas com os países participantes, mas com todos os que possam ajudar a evitar atentados.”
As forças de segurança da África do Sul já haviam descoberto um plano de ataque ao evento em outubro do ano passado. Vários suspeitos ligados à Al Qaeda foram presos na Somália e em Moçambique pela Agência de Inteligência Nacional sul-africana com ajuda de forças policiais e agentes estadonidenses.


